Início » Todos os posts » Doenças » Sapinho: o que é e como tratar?

Sapinho: o que é e como tratar?

Compartilhe!
  • 3
  •  
  •  
  •  
  •  
    3
    Shares

O nome é até fofo (oi?), mas o que ele faz não é nada agradável… A doença é a Candidíase Oral, conhecida popularmente como Sapinho. Vem comigo e eu te mostro mais detalhes sobre o problema, além de formas de tratamento.

sapinho

A Candidíase Oral é, na maioria das vezes, uma infecção causada pelo fungo Candida albicans. Porém, outras espécies também podem ser responsáveis pela enfermidade, como Candida glabrata, Candida krusei e Candida lusitaniae.

O Sapinho atinge a orofaringe e costuma aparecer principalmente em crianças, idosos e pessoas com alteração na imunidade. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, esta não é uma doença exclusiva de quem tem o vírus HIV, embora possa ser um dos sintomas da AIDS.

Para a Candidíase Oral surgir, não é necessário estar com o sistema de defesa do organismo fortemente abalado. Ela é uma forma branda de Candidíase, e que acomete principalmente a parte interna da bochecha e a mucosa da língua.

É normal termos colônias pequenas do fungo cândida vivendo em nossa pele, boca e trato digestivo. Algo que é perfeitamente controlável quando nossa imunidade está ok. Ou seja, o sistema imunológico em dia é o que impede a população deste fungo de causar qualquer tipo de doença.

O ruim é quando há uma fraqueza nas defesas do organismo, fazendo com que a Candida albicans cresça rapidamente, ficando apto a atingir as camadas mais profundas da pele e provocar inflamação.

E quanto mais sério for o nível de imunossupressão, mais agressiva e perigosa é a infecção pelo fungo. Ele ainda é capaz de entrar na corrente sanguínea, invadir o coração ou o sistema nervoso central.

Conheça os fatores de risco para o Sapinho

O Sapinho pode aparecer em qualquer pessoa, mas é extremamente comum entre:

  • Idosos;
  • Crianças no primeiro ano de vida;
  • Gestantes;
  • Pessoas que usam dentadura;
  • Pacientes em uso recente de antibióticos;
  • Indivíduos que usam corticosteroides de maneira prolongada;
  • Pessoas que utilizam drogas imunossupressoras;
  • Diabéticos que não controlam a doença;
  • Pacientes em quimioterapia ou radioterapia;
  • Portadores de HIV;
  • Fumantes;
  • Pessoas com boca seca (xerostomia);
  • Desnutridos;
  • Usuários de drogas pesadas; e
  • Pacientes internados.

Sintomas e tratamentos da Candidíase na boca

O Sapinho é identificado por placas brancas, com aspecto cremoso ou parecido com queijo ricota.

As lesões podem atingir, inclusive, o céu da boca, ou palato, além de gengivas e amídalas. E às vezes começam pequenas e sem sintomas, ficando despercebidas por algum tempo.

Em geral, o Sapinho é facilmente visível e apresenta desconfortos como diminuição do paladar e dor. É comum, ainda, a sensação de estar com algodão na boca.

Nos idosos que usam dentadura, é possível ter Candidíase Oral sem as típicas lesões brancas. Em vez delas, surge uma vermelhidão intensa na gengiva logo abaixo da prótese dentária. Casos de boqueira (queilite angular) também são relatados.

Entre os bebês, não é raro que a lesão da Candidíase na boca seja confundida pelas mães com restos de leite. A dica para diferenciar é se o alimento desaparece espontaneamente depois de um tempo e se é fácil retirá-lo com uma gaze.

No caso do Sapinho, as placas brancas são bastante grudadas e, ao tentar raspá-las, pode haver vermelhidão, ferida e até sangramento.

Conclusão…

O Sapinho pode ser tratado com bochechos e ingestão de nistatina 4 vezes ao dia, por no mínimo 1 semana.

Se não houver melhora, é recomendado o fluconazol em comprimido durante 1 ou 2 semanas. Sendo que este é o tratamento cuja taxa de sucesso é superior a 90%.

Outras medidas devem ser tomadas para facilitar o combate:

  • Suspensão do cigarro;
  • Escovação adequada e regular dos dentes;
  • Evitar os antissépticos bucais;
  • Evitar bebidas alcoólicas; e
  • Evitar alimentos ricos em açúcar.

O ideal é conversar sempre com seu médico ao primeiro sinal ou suspeita de Sapinho. Só ele poderá diagnosticar a doença, prescrever a melhor rotina de cuidados e o tratamento certo para cada pessoa.

Cuide-se, e até breve!


Compartilhe!
  • 3
  •  
  •  
  •  
  •  
    3
    Shares

Fazer comentário

Clique aqui para postar um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

História de amor

Acompanhe nossas dicas!