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Por que algumas mulheres fingem orgasmos?

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Cerca de 1/3 das mulheres finge orgasmo. E fingir, nesse contexto que não é artístico, não deve ser bom para ninguém, principalmente para elas. Mas quais seriam os motivos? Veja alguns deles:

• Para não magoar os sentimentos do parceiro; para que ele possa se sentir bem mesmo não “mandando bem”… Hã?
• Para terminar logo a transa que ela sentiu já no início que não acabaria bem de qualquer jeito.
• Quando a preocupação com o próprio corpo é tanta que impede que ela chegue ao clímax.
• Por falta de estimulação suficiente de seu parceiro, mesmo quando elas acreditam piamente que o companheiro se preocupa em dar prazer à elas.
• Nervosismo.
• Porque nem sempre “chegar lá” é a prioridade de algumas mulheres.
• Porque, socialmente, sempre foi comum o homem se satisfazer mais do que a mulher na cama, tanto é que eles têm orgasmo na maioria ou em todas as transas.
• Por medo de ser considerada fria.
• Medo de desagradar ao parceiro, como se tivessem obrigação de dizer a ele que está satisfeita.
• Insegurança. Algumas mulheres não têm segurança o suficiente para dizer ao homem que ele não está satisfazendo suas necessidades sexuais.
• Baixa autoestima.
• Mesmice – muitas mantêm um relacionamento, mas já não sentem nenhum desejo pelo marido. Estão ligadas a ele pelos filhos, por dinheiro ou por dependência emocional. Geralmente, são essas as que evitam o sexo com a famosa desculpa da dor de cabeça, cansaço, preocupação ou sono. Para elas, o sexo é uma obrigação e, quanto mais rápido for, melhor. Por isso, fingem o orgasmo. Assim, liberam o parceiro para buscar seu prazer depois do êxtase forjado.
• Medo da solidão.
• Por consequência de uma educação rígida.
• Estímulo inadequado das zonas erógenas.
• Falta de atração pelo parceiro.
• Conflitos conjugais.
• História de violência sexual.

Foto: Notícias Soltas/Reprodução
Foto: Notícias Soltas/Reprodução

Como você viu, por trás de segredos íntimos podem estar sentimentos de insegurança e comodismo, entre outras coisas.

Fadiga, doenças físicas (diabetes, coronariopatias, distúrbios hormonais) e uso de medicamentos que inibem a libido são outras razões capazes de influenciar a atividade sexual feminina.

Até mesmo as mulheres que aparentam ser um verdadeiro furacão na cama podem acabar confidenciando durante uma conversa em consultório que nunca tiveram um orgasmo. Enquanto a maioria das “simples mortais” fica achando que a grama da vizinha é mais verde… Balela!

O celular de algumas moças de parar o trânsito pode tocar o tempo inteiro, mas assédio masculino 24 horas por dia e a presença constante de bonitões ao lado não garantem orgasmos a ninguém. Pelo menos não à certas mulheres.

Também não quero dizer que as menos privilegiadas fisicamente têm mais chance de gozar verdadeiramente. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. É só uma questão de desmitificar a relação entre aparência, curvas invejáveis e a performance sexual.

É preciso dizer que mulheres fingem orgasmo mesmo tendo, aparentemente, tudo em seu favor. E mais: muitas sequer têm prazer em suas relações sexuais.

Aqui eu entro no território da disfunção sexual feminina, um problema multidimensional, que é um “distúrbio do desejo e das alterações psicofisiológicas que caracterizam a resposta sexual e provocam angústia, estresse e dificuldades interpessoais”. A definição é da Associação Americana de Psiquiatria.

A disfunção sexual feminina atinge de 20% a 50% das mulheres, uma taxa alta, apesar de todas as mudanças comportamentais recentes, a divulgação de informações sobre a sexualidade da mulher, entre outros fatores.

Assim como os homens, que em algum momento da vida já falharam na cama, muitas mulheres já fingiram orgasmo ou êxtase.

O preocupante é o que vem junto: geralmente sentimento de frustração, baixa autoestima, solidão e depressão.

O fingimento do orgasmo é, na maioria das vezes, banalizado e negligenciado pela própria mulher, que demora a pedir ajuda – quando pede – e acaba sofrendo sozinha.

Espero que o artigo de hoje possa trazer à tona questões e reflexões e, quem sabe, auxiliar em algum momento na busca pelo prazer.

Até o próximo!


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