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Endometriose: Causas, sintomas e tratamento

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A mulher que sofre de endometriose, além das dores físicas, geralmente precisa lidar com outro tipo de dor: a possibilidade de não gerar filhos. É que a doença, que afeta cerca de 15% das mulheres em idade fértil no mundo inteiro, está associada à infertilidade.

Hoje vou falar sobre as causas, sintomas e tratamento da endometriose, um mal ainda desconhecido por aproximadamente 55% das brasileiras. No entanto, em média, 6 milhões delas são acometidas pela doença. Os dados são da Associação Brasileira de Endometriose.

Endometriose

E a falta de informação sobre a endometriose agrava o cenário. Justamente quando está com dificuldades para engravidar é que a maioria das pacientes descobre a doença, já em estágio avançado, infelizmente. Em geral, o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico é de sete anos.

Um dado importante: a doença afeta mulheres a partir da primeira menstruação, podendo se estender até a última, ou seja, de 13 a 45 anos. Mas, normalmente, o diagnóstico ocorre por volta dos 30 anos de idade.

Por isso, espero que os próximos parágrafos possam ajudar você, ou quem sabe uma amiga, a entender melhor o problema e buscar auxílio médico o mais rápido possível, se for o caso. Vamos lá!

Como surge a endometriose e como identificá-la

Todos os meses, o endométrio fica mais espesso para receber um óvulo fecundado. Se não há gravidez, ele descama e é expelido em forma de menstruação.

Porém, um pouco desse sangue pode migrar no sentido contrário, caindo nos ovários ou na cavidade do abdômen. É a chamada lesão endometriótica.

As causas dessa migração ainda não são totalmente conhecidas. O que se sabe é que a probabilidade de desenvolver a doença aumenta quando a mãe ou irmã da mulher sofrem com a enfermidade.

A endometriose é uma condição inflamatória, e acontece porque o tecido que cobre o útero (endométrio) acaba indo para fora do órgão. Os lugares mais frequentes são os ovários, trompas, intestino, bexiga e apêndice.

Resultado: surgem cólicas fortes, que atrapalham a rotina feminina, prejudicam até a qualidade de vida de quem sofre de endometriose. Mas o medo maior é o de não poder dar à luz. O fantasma da infertilidade prejudica ainda mais o bem-estar da mulher.

A cólica menstrual forte é um dos principais sintomas da endometriose, sendo que a intensidade delas não depende do estágio do problema. Mesmo no início, a doença pode provocar consequências graves.

É aquele tipo de desconforto intenso que faz a mulher ficar incapacitada de cumprir suas atividades normais, inclusive o trabalho; a ponto de levá-la ao pronto-socorro para receber uma medicação mais potente que um simples analgésico.

Em certos casos, a dor acaba ficando crônica e dura todo o ciclo menstrual.

A endometriose pode se manifestar também como uma dor pélvica/abdominal durante a relação sexual ou ‘no intestino’ no período menstrual. Há ainda relatos de mistura dos dois sintomas.

Para obter o diagnóstico preciso da endometriose, é necessário fazer exames de ultrassom e ressonância magnética.

Além da predisposição genética, tudo indica que a deficiência no sistema imunológico facilita o surgimento da endometriose, porque o organismo não conseguiria detectar as células endometriais estão se multiplicando fora do útero. Assim, não é capaz de expulsá-las desses locais.

Por isso, parte do tratamento contra a endometriose consiste em reforçar as defesas do organismo.

Lembre-se: quanto mais cedo a doença for descoberta, maiores as chances de sucesso no tratamento, feito principalmente com hormônios e, em alguns casos, cirurgia. Fique atenta e consulte sempre seu médico.

Cuide-se! E até breve…


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