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Distopia genital ou bexiga caída afeta a qualidade de vida das mulheres

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Distopia genital

Já ouviu alguém dizer que tem bexiga caída? Pois esta é uma forma popular e imprecisa de falar do prolapso ou distopia genital. Ela é caracterizada pela perda da sustentação não apenas da bexiga, mas também de vários outros órgãos: útero, intestino, uretra e reto.

A expressão bexiga caída surgiu porque a flacidez muscular na região faz com que o órgão comece a descer realmente pela cavidade da vagina, causando uma saliência arredondada visível. A sensação é mesmo de que a bexiga está empurrando a vagina.

Isso acontece por causa da fragilidade muscular no chamado assoalho pélvico – muito comum depois de gravidezes sucessivas e partos múltiplos.

O prolapso está longe de ser algo sem grandes consequências, uma vez que atrapalha o desempenho físico, social e profissional, além da sexualidade.

Em alguns casos, a bexiga realmente chega a sair pela abertura, ou seja, é o que os médicos chamam de eversão total dela.

A distopia genital surge quando a musculatura enfraquece e não é mais capaz de conter os órgãos, sendo que o mais acometido pelo problema é de fato a bexiga. O motivo: certa fraqueza das estruturas que a fixam à pelve.

No entanto, o prolapso genital pode acontecer em três compartimentos:

  1. Anterior, fazendo descer uretra e bexiga
  2. Médio, provocando a queda do útero
  3. Posterior, com a descida do reto (neste, ainda pode ocorrer um tipo de distopia chamado de enterocele)

Como acontece a distonia genital

A sustentação da uretra, bexiga, vagina e reto é feita principalmente pela musculatura que eleva o ânus e, também, pelos músculos coccígeos e suas fáscias.

Mas na presença de dois hiatos centrais, isto é, de um orifício para exteriorizar vagina e uretra e de outro para o reto, é formada uma falha na musculatura que, por sua vez, leva ao prolapso.

A localização mais frequente do prolapso genital é no canal da vagina, parte em que existe menor quantidade de fibras musculares e maior número de tecido fascial. Este último é especialmente propenso a rupturas, explicando a ocorrência predominante de distonia nessa região.

Outros fatores que levam à distonia genital são o envelhecimento, a obesidade, determinadas doenças (musculares, neurológicas e genéticas) e mudanças hormonais.

A causa das distopias está ligada a alterações nas estruturas de suporte dos órgãos da pélvis, e depende de fatores adquiridos ou congênitos.

O tratamento para o prolapso genital é cirúrgico; consiste na recolocação dos órgãos em suas posições adequadas e no reforço da musculatura.

A frequência maior do problema acontece entre 60 e 69 anos de idade, sendo que, em 74,2% dos casos, ele surge na pós-menopausa. Entre mulheres de 20 a 59 anos, a prevalência de prolapsos é algo em torno de 30,8%.

Cerca de 50% das mulheres que tiveram mais de um filho apresentam algum grau de distopia genital, mas de 10 a 20% delas não apresentam sintomas.

Conheça mais detalhes sobre os fatores de risco para distopia genital

  • Alterações de postura
  • Distúrbios neurológicos
  • Dinâmica típica da gravidez
  • Distrofia muscular
  • Doenças respiratórias com ocorrência de tosse (por exemplo: bronquite crônica)
  • Elevação crônica da pressão intra-abdominal devido obesidade
  • Espinha bífida
  • Fatores congênitos (em geral, são raros, aparecem na infância e estão ligados aos problemas que atingem a medula espinhal e as terminações dos nervos da pélvis)
  • Hereditários
  • Interação dos mecanismos de suspensão e de sustentação (quando há boa atividade muscular, os ligamentos ficam protegidos e podem estabilizar os órgãos pélvicos)
  • Lesões nos ligamentos (por trauma direto ou cirúrgico, além de alterações no colágeno)
  • Mielodisplasia
  • Pós-menopausa (deficiência de estrógeno, relaxamento das peças que compõem o assoalho pélvico, em conjunto com a atrofia genital; perda gradativa da lordose lombar e piora da cifose torácica)
  • Profissões nas quais há esforço físico, tais como enfermagem
  • Raça
  • Tabagismo (tosse crônica)
  • Tecido conjuntivo

Consulte seu médico e tenha as orientações precisas para tratar distopia genital e qualquer outra condição que possa afetar sua qualidade de vida.

Saúde! Até breve…


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