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Adolescência e álcool: uma combinação que não dá certo

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Álcool na adolescência é um tema bastante controverso. Embora a legislação brasileira proíba a venda de bebida alcoólica a menores de 18 anos, muitos jovens fazem uso dela em casa, em festas particulares e, às vezes, até em ambientes públicos.

Basta uma mãozinha de um amigo maior de idade para garantir a “diversão” da balada. Afinal, não são poucos os que só conseguem tomar certas iniciativas se beberem. Seja para uma experiência afetiva ou sexual, o lazer é, desde cedo, associado ao álcool.

Para completar o quadro, é bom lembrar que adolescente adora burlar regras, não dispensa um desafio. E sempre acha que está “protegido”, mesmo quando se mete em encrenca; que já é suficientemente grande para se safar de qualquer risco.

Foto: Portal VR/Reprodução
Foto: Portal VR/Reprodução

E fica fácil perceber o que as pesquisas comprovam: que o álcool é a bebida de maior consumo na adolescência. Infelizmente, pois já está mais do que claro que a combinação não traz bons resultados.

Para piorar a situação, o uso das bebidas alcoólicas começa cada vez mais cedo, elevando o risco de dependência, além de problemas no desenvolvimento e no futuro. E isso inclui as meninas, que hoje bebem tanto quanto os rapazes – às vezes, até mais.

Os motivos da precocidade são: o álcool reduz a ansiedade (e, por isso, também algumas pessoas estão mais propensas a desenvolver alcoolismo); fatores genéticos e emocionais; pressão de amigos; sentimento de onipotência próprio da juventude.

E mais: o custo da bebida em geral é baixo; não existe rigor no controle da comercialização dos produtos que contêm álcool; faltam limites sociais para evitar o primeiro contato.

Mesmo que não haja diagnóstico de abuso ou dependência, o jovem em formação pode ser prejudicado pelo consumo de álcool, à medida em que faz dele um hábito para conseguir passar por determinadas situações.

Foto: Toda Perfeita/Reprodução
Foto: Toda Perfeita/Reprodução

É importante lembrar, ainda, que o álcool é uma substância tóxica, em qualquer quantidade. E o metabolismo das pessoas mais jovens potencializa seus efeitos.

Outra consequência do consumo de álcool pelos adolescentes é o aumento das chances de participação em acidentes, colocando em perigo não só a própria vida, como também a dos amigos e de pessoas que por acaso cruzam o caminho de jovens embriagados ao volante.

Movidos pela imaturidade e pela bebida, adolescentes ficam mais propensos a atos de violência sexual e participação em gangues.

Veja outros efeitos nocivos da combinação adolescência e bebidas alcoólicas:

• Pesquisas demonstram que o álcool nesta fase da vida está associado à mortes violentas;
• Queda no desempenho escolar também faz parte das consequências;
• Adolescentes que ingerem bebidas alcoólicas têm mais dificuldades de aprendizagem e prejuízo no desenvolvimento;
• Como os danos são diferentes daqueles causados nos adultos, o consumo de álcool nesta etapa do crescimento pode trazer prejuízos para a memória, seja por causa do amadurecimento do cérebro ou por questões existenciais típicas da adolescência;
• O controle de impulsos é outro aspecto bastante afetado pela ingestão de álcool entre os mais jovens.

Uma das dificuldades no combate ao uso do álcool pelos adolescentes é a aceitação social que ele tem. Pais ficam chocados quando descobrem que seus filhos fumaram maconha ou usaram ecstasy na balada. Mas acham normal a bebida, afinal, todos bebem.

Álcool e adolescência é uma combinação que nunca deu e nunca dará certo. Porém, a proibição não basta.

É preciso conversar com os jovens, deixar claro que não há acordo quanto ao uso e abuso do álcool, dentro ou fora de casa. A preocupação com a saúde e a segurança também precisa ser exposta.

Já que exemplos falam mais do que palavras, não é mostrando a “habilidade” paterna de beber mais de dez cervejas ou uma garrafa de uísque no final de semana, por exemplo, que os adolescentes irão se conscientizar.

Pense bem e até o próximo artigo!


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