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Sexo virtual também precisa de “proteção”; fique atenta

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Basta ligar a webcam, tirar a roupa, soltar a imaginação… e a nossa natureza dá conta do resto. Mas, assim como qualquer fonte de prazer, a relação sexual com auxílio da tecnologia também é rica em polêmicas e necessita de certos cuidados.

Sexo virtual pode ser útil para casais que enfrentam períodos de separação física; um problema para o cônjuge que considera o ato uma infidelidade; e até um vício – sim, existem pessoas que não conseguem deixar o costume – aparentemente inofensivo – de praticar sexo cibernético.

É claro que a experiência também serve para dar vazão a algumas fantasias, sem expor o namorado ou namorada a outras pessoas de “carne e osso”, ou melhor, que ofereçam a real possibilidade de ameaçar a relação oficial.

Foto: Doutíssima/Reprodução
Foto: Doutíssima/Reprodução

E tem mais: teclar com alguém que está do outro lado da tela é, para muitos homens e mulheres, a chance de descobrir mais sobre seus próprios desejos; um jeito de conhecer vontades que nem sabiam que existiam em relação ao sexo.

Ok, mas você pode argumentar: “Por que não fazer isso com o marido/esposa ou namorado (a), presencialmente, off-line”?

Por incrível que pareça, certas pessoas não conseguem se soltar por completo muito facilmente, pelo menos não com aquelas com quem têm sentimentos mais profundos. Elas ficam envergonhadas na companhia do parceiro de vida, mas não do parceiro de sexo virtual.

Há quem considere o sexo virtual uma forma mais branda de traição. E se tivesse que optar entre perdoar um chifre real e um virtual ficaria com o segundo, obviamente.

Existem ainda os que não consideram o ato uma pulada de cerca do companheiro ou companheira. Enfim, tem de tudo… E cada um cuida da própria vida, numa boa; cria as próprias regras ou aceita as que já existem a respeito dos dilemas que vão surgindo no caminho.

O problema é quando o hábito de praticar o prazer virtual ou visitar sites pornográficos passa do limite considerado “normal”, psicologicamente falando.

Isto é, quando a frequência/urgência é tanta que atrapalha as outras atividades sociais e profissionais do indivíduo.
Assim como o vício em comida, bebida, jogo, drogas ilícitas, entre outros, transar também causa dependência, on-line ou não.

No entanto, a facilidade proporcionada pelos dispositivos eletrônicos dos mais diversos tamanhos e tipos parece potencializar o risco. Afinal, é “só uma escapadinha ali, outra acolá… que mal tem”?

Por exemplo: a pessoa chega ao trabalho ou à casa e, em vez de se dedicar às atividades que cada momento pede, corre logo para entrar nos sites ligados a sexo ou engatar a conversa erótica com alguém que conheceu na web.

Quando o sexo virtual começa a interferir no cotidiano, é hora de procurar ajuda.

Os viciados em sexo na internet têm bastante dificuldade em abandonar a prática, que é capaz de abalar as estruturas dos relacionamentos, fazendo com que o homem ou mulher perca o interesse no parceiro real. Resultado: namoros, noivados e casamentos desmanchados.

Saiba mais sobre sexo virtual

Quem gosta de se expor na webcam está exposto a outro tipo de risco: o de ver sua intimidade divulgada na internet, sem edição, corte ou censura; sem escolher os melhores ângulos ou atos.

Não é raro encontrar na maior rede de computadores do mundo casos de ex-namorados que expõem as fotos ou vídeos de ex-namoradas.

Embora as leis estejam aos poucos acompanhando as mudanças tecnológicas e sociais e casos assim sejam alvo de processo judicial, mesmo que haja condenação, é difícil reverter os danos.

O material pode ser amplamente difundido por e-mails, blogs, redes sociais, etc., impossibilitando a completa reversão do estrago à privacidade da vítima. E os efeitos psicológicos na pessoa exposta são terríveis.

Em geral, nós brasileiros somos exibicionistas por natureza e adoramos tecnologia. Mas, a combinação das duas coisas, aliada à uma boa dose de ingenuidade quanto aos danos que uma exposição íntima dessa proporção pode causar, é um perigo.

A dica dos especialistas é: se você quiser muuuuuito tirar foto sem roupa, deixar alguém filmar você em momentos mais sensuais, fazer sexo virtual ou qualquer atividade parecida, escolha alguém de extrema confiança para isso.

E, mesmo assim, o ideal é não deixar aparecer o seu rosto. Nunca se sabe…

Fica a dica! Cuide-se e até breve com outro artigo.


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